Chafariz de Santiago

Chafariz barroco, com tanque quadrangular e obelisco. Foi, provavelmente, mandado construir por D. Frei Agostinho de Jesus, século XVII.

Igreja da Senhora-a-Branca

Teve a sua origem numa capela de inovação de Nossa Senhora da Carreira. Erecta no início do século XIV, foi reedificada no século XVI, por iniciativa do arcebispo D. Diogo de Sousa e reformada no século XVIII por D. José de Bragança.

Igreja de Santa Cruz

Construída entre 1625 e 1637 teve a sua fachada terminada em 1737 em pleno apogeu do Barroco. No interior tem bons painéis de azulejos e altares cobertos da melhor talha barroca, executada por Martins Lis de Miranda. Os altares laterais são de autoria de Francisco Machado de Landim (1725) e o coro de António Marques (1742).

Rua do Souto

Uma das mais antigas artérias do casco urbano de Braga que não tem uma antecedência romana. Nela se concentraram grande parte dos ofícios, dos seus particulares mesteres, as figuras de elite e, naturalmente, o Paço do Príncipe Arcebispo. A vocação que auferiu no período Barroco de a consignar como um espaço-espectáculo por onde passavam os principais acontecimentos mundanos, fizeram do seu leito um palco e das suas varandas e janelas os camarotes de um verdadeiro teatro urbano. A rua do Souto é hoje a mais cosmopolita e pedonal de todos os comércios de Braga. Nela se concentram algumas das marcas mundialmente mais conceituadas e alinham alguns dos monumentos mais significativos da cidade.

Muralha Medieval e Casa da Torre

Casa setecentista onde esteve instalada a antiga Escola Industrial. Da velha cintura de muralha que guardava a cidade medieval, reconstruída por D. Dinis e D. Fernando, apenas restam algumas torres e duas portas: a famosa Torre de Menagem e as Torres do Campo das Hortas, das Carvalheiras e de S. Tiago (esta transformada em capela sob o traço de André Soares, em 1756-59; e as portas de S. Tiago (medieval), da rua do Souto, chamada Arco da Porta Nova, aberta em 1512 e reedificada em 1773, sob o desenho de André Soares.

Rua de Santo António das Travessas

Antes do ano de 1502 chamava-se rua da Judiaria Nova. (…) “até meados de séc. XV a pequena comunidade judaica encontrava-se dispersa pelas ruas da Judearia, dos Burguese e do Souto, situando-se a Sinagoga na rua de Judiaria, posteriormente denominada rua do Poço (…) Depois de 23 de Setembro de 1466, e antes de 11 de Maio de 1467, os judeus estabeleceram-se [aqui na rua de Stº António]” (…) Em consequência da fixação dos judeus neste local, parte da rua da Triparia passou a designar-se rua da Judiaria Nova, (…) [foi aqui que se instalou a Sinagoga].